Aprendizados da crise: fenômenos extremos consolidam nova visão sobre prevenção e riscos

Enchentes, tempestades e estiagens impulsionam uma cultura de sustentabilidade
Marluci Felipiaki, da Cabergs Corretora.

 

O debate ambiental alcança novas dimensões. Antes focado quase exclusivamente na conservação da natureza, o tópico agora abrange a administração de vulnerabilidades, a perenidade das operações e a resiliência frente a um panorama definido pela crescente recorrência de fenômenos climáticos extremos.

Os impactos das enchentes no Rio Grande do Sul, as secas prolongadas em diferentes regiões do país e os prejuízos causados por esses fenômenos evidenciaram o que já vinha sendo observado por especialistas. A sustentabilidade transformou-se em uma questão econômica e altamente estratégica.

Dados do WRI Brasil apontam que a bioeconomia já movimenta cerca de R$ 12 bilhões na Amazônia Legal. Com investimentos adicionais, a expectativa é que esse valor alcance R$ 38,6 bilhões até 2050, gerando mais de 800 mil empregos e fortalecendo atividades sustentáveis em substituição a práticas historicamente associadas ao desmatamento.

Nesse contexto, o Junho Verde surge como um convite à reflexão sobre o papel da prevenção e da construção de uma sociedade resiliente. Para Marluci Felipiaki, da Cabergs Corretora, a relação entre sustentabilidade e gestão de riscos é cada vez mais evidente.

Hoje, falar em sustentabilidade não é apenas falar em preservação ambiental, mas também em prevenção, planejamento e proteção financeira. O seguro tem um papel importante nesse processo, pois ajuda pessoas, famílias e empresas a se prepararem melhor para situações inesperadas e a reduzirem os impactos de eventos climáticos, patrimoniais e operacionais.

 

Sustentabilidade e proteção caminham juntas

Embora o Junho Verde seja tradicionalmente associado às pautas ambientais, a discussão também alcança setores como o mercado segurador, cuja atuação está diretamente ligada à proteção contra perdas e à recuperação após eventos adversos.

Marluci aponta que a conexão reside exatamente na abordagem preventiva. “O Junho Verde nos convida a refletir sobre o cuidado com o meio ambiente, e o mercado de seguros atua justamente na proteção contra riscos que podem ser agravados por desequilíbrios ambientais, como enchentes, vendavais, estiagens, incêndios e outros eventos extremos.

 

Mudanças climáticas transformam a relação com o seguro

Os efeitos das mudanças climáticas também alteraram a forma como consumidores e empresas enxergam a proteção patrimonial. As conversas entre corretores e clientes se tornaram estratégicas nos últimos anos.

Antes, muitos clientes buscavam o seguro apenas como uma exigência ou uma proteção pontual. Hoje, cada vez mais, famílias e empresas querem entender se suas coberturas estão adequadas à realidade atual.

Nesse cenário, o corretor desempenha uma consultoria. “O profissional orienta sobre riscos, limites, coberturas e formas de proteger melhor o patrimônio diante dos desafios que estamos vivendo.

 

O impacto das enchentes no Rio Grande do Sul

Os acontecimentos registrados no Rio Grande do Sul ao longo do último ano aceleraram essa percepção de vulnerabilidade.

Para a representante da Cabergs Corretora, os prejuízos causados pelas enchentes reforçaram a necessidade de planejamento. “Muitas pessoas passaram a perceber que eventos extremos podem acontecer de forma rápida e causar grandes prejuízos. Isso reforçou a importância de revisar apólices, conhecer as coberturas contratadas e buscar orientação especializada.

A conscientização alcançou não apenas residências, mas também empresas, propriedades rurais e estruturas produtivas que precisaram lidar com interrupções operacionais e perdas significativas.

 

Resiliência começa antes da crise

Na visão de especialistas, as lições extraídas dos fatos reforçam que a capacidade de resiliência se consolida antes da crise, e não em meio à emergência.

Uma empresa pode começar identificando seus principais riscos, revisando processos internos, criando planos de contingência e avaliando se suas coberturas securitárias estão adequadas.

Ainda destaca a importância de medidas complementares. “Investir em manutenção preventiva, gestão de fornecedores, segurança das instalações e orientação aos colaboradores faz parte dessa construção. Resiliência se constrói antes da crise.

 

Integração de fatores ambientais na gestão

A evolução das exigências do mercado também transformou a sustentabilidade em um componente essencial da estratégia empresarial. “Ela deixou de ser apenas um diferencial de imagem e passou a ser uma necessidade para a continuidade dos negócios“, afirma Marluci.

Segundo ela, organizações que incorporam aspectos ambientais, sociais e de governança tendem a estar mais preparadas para enfrentar riscos e responder às exigências de clientes, investidores e da sociedade.

No setor de seguros, essa visão é fundamental porque permite avaliar riscos com responsabilidade e oferecer soluções mais adequadas.

O Junho Verde reforça a ideia de que sustentabilidade e prevenção são conceitos que não podem ser separados. Marluci sintetiza a prevenção como uma autêntica demonstração de cuidado. Uma sociedade resiliente exige, tanto de pessoas quanto de empresas, consciência, planejamento e escolhas responsáveis.

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Divulgação CABERGS

Crédito texto:

Fernanda Torres

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