A ASAS Group destaca a importância da prevenção, da gestão de riscos e dos seguros para reduzir os impactos financeiros de catástrofes climáticas. Com a intensificação de eventos extremos, a avaliação da exposição aos riscos e a adoção de medidas preventivas ganham relevância para a preservação do patrimônio e das atividades produtivas.
O superintendente de Seguros Patrimoniais (Property), Robson Poll, destaca que as mudanças nos padrões climáticos exigem o aprimoramento contínuo das ferramentas utilizadas pelo mercado segurador para avaliar e administrar os riscos.
“Na ASAS, implementamos, neste ano, uma ferramenta de modelagem tanto para vendaval quanto para inundação, que permite não só diferenciar os riscos na hora da precificação, mas também controlar a acumulação por cobertura”, afirma Poll.
Segundo o executivo, essas soluções evoluíram de análises baseadas em registros históricos para modelos prospectivos, capazes de estimar o comportamento dos riscos nos 12 meses seguintes. Apesar dos avanços, as mudanças nos padrões climáticos ainda desafiam o mercado segurador, que precisa aperfeiçoar suas ferramentas e contribuir para reduzir a lacuna de proteção.
Avaliação de riscos e cuidados
Na avaliação de Poll, previsões meteorológicas mais precisas, aliadas a inspeções físicas, ajudam a identificar vulnerabilidades em atividades agrícolas e empresariais. As avaliações permitem conscientizar os segurados sobre os riscos e orientar melhorias antes da aceitação do risco, com potencial para minimizar perdas e reduzir o prêmio técnico. Para as seguradoras, o monitoramento das concentrações de riscos por região geográfica também contribui para manter o equilíbrio das carteiras.
A superintendente de Equipamentos (RD Equipamentos), Elis Wil, alerta para os danos que ocorrências climáticas severas podem causar a máquinas e instalações rurais. Tempestades, vendavais e granizo podem provocar tombamentos, danos a estruturas, cabines e sistemas eletrônicos. Já ondas de calor, geadas e descargas elétricas representam ameaças ao funcionamento dos equipamentos, incluindo riscos de incêndio e danos a componentes.
Para a executiva, a contratação do seguro exige uma avaliação das particularidades de cada operação, especialmente diante dos riscos associados a eventos climáticos extremos.
“É fundamental que a análise dos riscos vá além do valor do equipamento. A proteção deve refletir as condições reais de uso, armazenamento, deslocamento e exposição aos eventos climáticos e operacionais que podem causar perdas significativas”, explica Wil.
A atenção às condições contratuais também é necessária. Segundo Elis, corretores e segurados devem avaliar limites, garantias, cláusulas e exclusões para evitar lacunas de cobertura. Conforme as garantias contratadas, o seguro contribui para reduzir os prejuízos financeiros ao cobrir despesas com reparos, reposições e reconstruções, favorecendo a preservação do patrimônio e a continuidade das operações.
“A melhor estratégia para reduzir perdas financeiras combina prevenção, gestão de riscos e contratação adequada do seguro”, destaca a superintendente.
Entre as medidas recomendadas estão manutenção preventiva, prevenção de incêndios, capacitação dos operadores e limpeza das máquinas nas trocas de turno, que ajudam a diminuir a frequência e a gravidade dos sinistros.
Na recuperação após uma catástrofe, Poll destaca a atuação complementar do seguro e do resseguro. Enquanto o seguro contribui para a recuperação financeira por meio das indenizações previstas nas coberturas contratadas, inclusive para danos materiais e interrupção das atividades, quando cobertos, o resseguro amplia a capacidade financeira das seguradoras para suportar perdas de grande magnitude.
“O seguro e o resseguro funcionam como os principais mecanismos de transferência de risco e estabilização do fluxo de caixa após uma catástrofe”, afirma Poll.
A ASAS Group também atua em parceria com corretores e assessorias, utilizando dados, análises geográficas, ferramentas preditivas e engenharia especializada para avaliar individualmente as particularidades de cada empreendimento. Segundo Robson Poll, esse trabalho permite estruturar apólices adequadas às necessidades dos clientes, associando prevenção, proteção financeira e precificação sustentável.
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