Em mais um episódio do programa Seguro Sem Mistério, Júlia Senna, CEO do JRS recebeu Anderson Mundim, Superintendente Sênior de Negócios da Bradesco Vida e Previdência, para uma conversa sobre o desenvolvimento dos seguros de pessoas, os desafios da distribuição e as oportunidades existentes nas carteiras já atendidas pelos corretores.
Pessoas marcam trajetória no mercado
Mundim ingressou no mercado segurador no interior de Goiás e, ao longo da carreira, passou por cinco estados e diversas mudanças. A convivência com diferentes equipes, corretores e culturas regionais contribuiu para sua formação profissional.
Segundo o executivo, acompanhar o desenvolvimento das pessoas permanece entre suas principais motivações.
“Isso me motiva até hoje: ver pessoas ficando mais maduras e entendendo a relevância do seguro na vida dos corretores, das assessorias e, principalmente, dos segurados.”
Seguro de Vida avança, mas proteção ainda é limitada
A pandemia e os eventos climáticos extremos, como as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, aumentaram a preocupação dos brasileiros com o futuro. Paralelamente, o Seguro de Vida passou a reunir soluções que vão além da indenização por morte, incluindo coberturas para utilização em vida e produtos resgatáveis.
Apesar dos avanços, Mundim destacou que o Seguro de Vida alcança atualmente cerca de 17% da população brasileira.
“Esse número ainda é muito pequeno. O seguro de pessoas no Brasil precisa avançar bastante, mas, com o corretor, a gente vai conseguir.”
Na avaliação do superintendente, um dos desafios é aproximar o segmento dos profissionais especializados em Automóvel e Ramos Elementares. Embora o Seguro de Vida demande uma abordagem mais consultiva, o produto pode gerar uma carteira duradoura e fortalecer o relacionamento com os clientes.
Relacionamento sustenta atuação da companhia
Durante a entrevista, Mundim destacou que a Bradesco Vida e Previdência mantém há 25 anos a liderança no segmento. Segundo ele, essa trajetória está relacionada aos investimentos em produtos, tecnologia e processos, mas também à proximidade com corretores, assessorias e plataformas.
As sugestões apresentadas pelos parceiros contribuem para identificar oportunidades de melhoria dentro da companhia.
“É muito gratificante quando um corretor nos dá uma sugestão, a companhia muda aquele processo e ele sabe que contribuiu para aquela transformação.”
Em 2023, o Grupo Bradesco Seguros retomou a especialização das áreas comerciais por segmento. A mudança aumentou a dedicação aos produtos de cada empresa e aprofundou o atendimento aos parceiros.
Na Bradesco Vida e Previdência, a estratégia inclui encontros e workshops voltados à identificação de oportunidades nas carteiras dos corretores.
Assessorias apoiam expansão da distribuição
As assessorias foram apontadas por Mundim como uma extensão da estrutura regional da companhia. Elas apoiam profissionais que desejam trabalhar com seguros de pessoas, mas ainda não possuem equipe especializada ou disponibilidade para conduzir toda a abordagem comercial.
“Costumo dizer aos nossos parceiros que a assessoria é uma sucursal da minha regional.”
De acordo com o executivo, estruturas menores e especializadas podem alcançar resultados expressivos quando trabalham com corretores interessados em desenvolver Vida e Previdência.
Oferta de proteção também envolve responsabilidade
Ao abordar o papel dos corretores, Mundim defendeu que o Seguro de Vida deve integrar a análise das necessidades dos clientes. Mesmo famílias com patrimônio podem enfrentar dificuldades pela falta de recursos disponíveis durante um processo sucessório.
“Às vezes, todos os valores estão em imóveis e não há capital para movimentar a casa até que uma parte do inventário seja liberada.”
Para o executivo, a responsabilidade do profissional está em apresentar a solução e permitir que o segurado tome uma decisão consciente. Quem já atende o cliente nos segmentos de Automóvel, Residencial ou Empresarial também possui uma oportunidade de iniciar conversas sobre Vida e Previdência.
“Quanto mais produtos o corretor tiver com o mesmo segurado, mais difícil será perder esse cliente.”
Longevidade amplia necessidade de planejamento
Presidente do CVG-SP, Mundim também analisou os impactos do envelhecimento da população brasileira. Com pessoas vivendo por mais tempo e chegando à terceira idade em melhores condições de saúde, cresce a necessidade de construir recursos para essa etapa da vida.
Na avaliação do executivo, o corretor precisa conhecer e segmentar sua carteira para oferecer soluções adequadas ao perfil, ao patrimônio e aos objetivos de cada cliente.
“Quem pode realizar todo esse trabalho de planejamento é o corretor de seguros. Por isso, ele precisa mostrar que trabalha com diferentes produtos, e não apenas com Auto ou Residencial.”
Ao final do programa, Mundim reforçou que a ampliação do acesso aos seguros de pessoas depende de educação financeira, especialização e atuação conjunta entre seguradoras, assessorias e corretores.
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