Captação líquida da previdência privada cai 13% no ano

Apesar da queda, a arrecadação em planos de previdência privada aberta superou os resgates em R$ 8,7 bilhões no período de janeiro até agosto de 2026

Relatório realizado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi mostra que a captação líquida – que é o resultado da dedução dos resgates frente aos aportes realizados – somou R$ 8,7 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, uma queda de 13% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

Além desse recuo, os planos de previdência privada aberta também registraram menores valores nos aportes nesses oito primeiros meses (baixa de 5,8%), totalizando R$ 105 bilhões no período. Já os resgates chegaram a R$ 96,2 bilhões, com queda de 5% na mesma base de comparação.

Ainda assim, os ativos em planos de previdência privada aberta somam R$ 1,9 trilhão (o que representa cerca de 14% do PIB), crescendo 13,2% em relação ao mesmo mês do ano passado.

 

VGBL corresponde a 90% dos aportes

Os planos VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) arrecadaram R$ 94,5 bilhões de janeiro a agosto de 2026 (90% do total). Outros 8,3% dos aportes (R$ 8,7 bilhões) foram destinados a planos PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e 1,7% do total arrecadado no ano (R$ 1,8 bilhão) foi para os do tipo ‘Tradicionais’, que representam os planos Tradicionais de Risco, Acumulação e FAPI.

 

Universo poupador

Em agosto de 2026 eram 13,7 milhões de planos de previdência privada aberta no país. Desses, 8,6 milhões são VGBL (63% do total); 3,2 milhões são PGBL (23% do total) e 1,9 milhão são os Tradicionais. Ao todo são 11,2 milhões de pessoas que possuem, ao menos, um plano de previdência privada aberta.

Crédito foto:

Magnific

Crédito texto:

Fenaprevi

Publicado por:

Picture of Redação JRS

Redação JRS