A segunda parte do Thunder Summit, realizado nesta quinta-feira (21), no Cubo Itaú, em São Paulo, reuniu executivos do mercado segurador no painel “Tendência ou Transformação”.
Participaram do debate Eduardo Mota, Head MAG Lab; Karine Brandão, diretora executiva comercial da Mapfre; João Merlin, diretor de Automóvel da Zurich Seguros; e Rodrigo Pecoraro, diretor executivo de Seguros da Sabemi.
A conversa girou em torno dos impactos da inteligência artificial, da conectividade, da análise de dados e das mudanças de comportamento nas relações entre seguradoras, corretores e distribuição.
Transformação acelerada
João Merlin chamou atenção para a velocidade das mudanças vividas pela indústria automotiva e seus reflexos no seguro.
“Há 25 anos o retrovisor direito ainda era opcional. Hoje falamos de veículos elétricos, conectados e com inteligência artificial. A velocidade da transformação é enorme”, comentou.
Segundo ele, acompanhar esse movimento deixou de ser tendência e passou a ser uma necessidade do setor.
Seguro deixa de ser apenas proteção
Ao abordar o segmento automotivo, João afirmou que o seguro já ultrapassou o conceito tradicional de proteção contratual.
“Proteção está ligada a contrato, cláusula e condição geral. Isso sozinho vira commodity. O diferencial está no serviço e na experiência”, afirmou.
O executivo citou como exemplo o acompanhamento de sinistros via WhatsApp e comparou a expectativa atual das pessoas às experiências oferecidas por plataformas digitais.
“Hoje as pessoas acompanham uma encomenda em tempo real. Essa virou a referência de experiência.”
Dados orientam distribuição
Na visão de Karine Brandão, a transformação do setor também passa pela forma como produtos chegam ao mercado.
Segundo ela, a Mapfre deixou de trabalhar apenas com visão de produto para estruturar jornadas diferentes conforme o perfil da distribuição. “O produto precisa ser moldado para cada perfil de operação, de corretor e de jornada”, explicou.
Karine destacou ainda que inteligência de dados se tornou peça central para aumentar relevância comercial e ampliar relacionamento ao longo da jornada.
Mercado busca equilíbrio entre digital e humano
A discussão também abordou os limites da automação no setor segurador, especialmente em segmentos mais consultivos, como seguro de vida.
Segundo Eduardo Mota, o avanço tecnológico já faz parte da realidade do setor, embora a interação humana ainda permaneça essencial.
“No seguro de vida, a presença humana continua sendo muito importante. Talvez a tecnologia aumente vendas, mas isso não significa necessariamente mais qualidade na relação”, afirmou.
A avaliação foi compartilhada pelos demais participantes, que defenderam o uso da ferramenta de apoio, e não de substituição da proximidade e da confiança construídas pelo mercado ao longo do tempo.
Um dos consensos do Thunder Summit foi que a inovação transcende a adoção de tecnologia. Ela agora se baseia na experiência do usuário, analisa comportamento e estabelece vínculos fortes em um ambiente interligado.
Crédito foto:
Crédito texto:
Publicado por:
Desde 1999, nos dedicamos a disseminar informação segura, inteligente e de alta qualidade para o mercado de seguros. Nossa missão é ser a voz e a imagem de um setor essencial, que desempenha um papel crucial na proteção e no planejamento das vidas das pessoas.
Com compromisso e credibilidade, trabalhamos para conectar profissionais, empresas e consumidores, promovendo uma compreensão mais ampla e acessível sobre a importância dos seguros. Nosso objetivo é não apenas informar, mas também inspirar e fortalecer a confiança em um mercado que impacta diretamente a segurança e o bem-estar da sociedade.
JRS.Digital
CNPJ – 41769103000106
Endereço:
Av. Diário de Notícias, 200 – 1.406
Cristal, Porto Alegre (RS)
CEP: 90810-080
Telefone:
(51) 98140-0475 | (51) 99314-9970
Conteúdo e pauta:
redacao@jrscomunicacao.com.br
Comercial:
julia@jrscomunicacao.com.br
Desenvolvido por B36 Marketing | Todos os Direitos reservados JRS.DIGITAL