Grupo HDI no Seguro Sem Mistério: corretores e prevenção ganham protagonismo diante dos eventos climáticos

Rubens Oliboni, diretor Regional RS e SC da companhia, compartilhou aprendizados de quatro décadas no setor e relembrou a atuação durante as enchentes de 2024

Em mais um episódio do Seguro Sem Mistério, Júlia Senna recebeu Rubens Oliboni, diretor Regional RS e SC do Grupo HDI, para uma conversa sobre os desafios provocados pelos eventos climáticos, a importância da prevenção e o papel dos corretores na ampliação da proteção no Brasil. O executivo também compartilhou aprendizados de uma trajetória de mais de quatro décadas no setor.

Pessoas permanecem no centro da atividade

Oliboni iniciou sua carreira no mercado segurador em 1985 e acompanhou transformações importantes nos processos e nas operações. Para ele, apesar da evolução tecnológica, as pessoas continuam sendo o principal elemento da atividade.

“A tecnologia é uma ferramenta que vai ajudar essas pessoas a serem cada vez melhores e mais preparadas. São complementares, e não uma substituindo a outra.”

Ao falar sobre liderança, destacou que a formação e o cuidado com os profissionais estão entre os aspectos mais importantes de sua trajetória. Atualmente, Oliboni lidera gerentes responsáveis por filiais do Grupo HDI no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Eventos climáticos exigem preparação permanente

Durante a entrevista, Oliboni afirmou que os estudos apontam para uma repetição cada vez mais frequente dos eventos climáticos. Esse cenário exige preparação das seguradoras e amplia a importância das estatísticas, da subscrição e das medidas preventivas.

“Precisamos nos preparar cada vez mais, porque esses eventos continuarão acontecendo com maior frequência.”

Segundo o executivo, catástrofes despertam uma busca imediata por seguros, mas essa preocupação tende a diminuir com o passar do tempo. Para construir uma cultura permanente de prevenção, ele defendeu investimentos em educação financeira e securitária desde cedo.

Resposta às enchentes foi além das obrigações contratuais

As enchentes de 2024 representaram o maior evento climático da história do Grupo HDI. Diante da dimensão da tragédia, a companhia concentrou estruturas no Rio Grande do Sul, deslocou equipes de sinistros e prestadores e estabeleceu uma operação emergencial em Porto Alegre.

O trabalho contou com drones, veículos preparados, caminhonetes e jet skis. A companhia também simplificou procedimentos para agilizar as indenizações.

Segundo Oliboni, muitas pessoas indenizadas pela perda de veículos utilizaram os recursos para reconstruir suas casas e atender às necessidades imediatas da família.

“Quanto mais rápido fazíamos a indenização, mais rápido aquela pessoa conseguia começar a reconstruir uma vida inteira com a família.”

Para o executivo, a resposta do mercado segurador em situações extremas contribui para fortalecer a confiança dos consumidores.

Corretor é protagonista da proteção

Durante as enchentes, os corretores estiveram entre os primeiros profissionais procurados pelos clientes e ajudaram a comunicar às seguradoras as necessidades identificadas em diferentes regiões.

“O corretor não é importante apenas para a venda. Ele atende o cliente durante todo o ano e está presente em todas as fases do negócio.”

Na avaliação de Oliboni, a tecnologia deve tornar a atuação desses profissionais mais ágil e qualificada, sem substituir a presença regional e o contato direto com os clientes.

“Estamos falando de um mercado consultivo, de um produto que exige conhecimento e experiência.”

Ao final do programa, o executivo reforçou a importância de consumidores e empresários avaliarem seus riscos e procurarem orientação especializada para proteger a continuidade dos negócios e os patrimônios construídos ao longo do tempo.

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Helena Toniolo

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