Monitoramento contínuo redefine o cuidado de pacientes com câncer

Modelo preventivo antecipa riscos, fortalece vínculos e restabelece desfechos clínicos.

Celebrado na última quarta-feira (4), o Dia Mundial do Câncer reforça uma mensagem essencial no enfrentamento das doenças crônicas: informação de qualidade, aliada a acompanhamento adequado, salva vidas. Apesar dos avanços expressivos da medicina, o diagnóstico tardio ainda é uma realidade para muitos pacientes, o que torna o tratamento complexo e impacta nos desfechos clínicos.

A percepção de que o câncer deixou de ser uma sentença de morte ganhou força nos últimos anos, sustentada pelos progressos científicos e pela ampliação das opções terapêuticas. Dados da Sociedade Brasileira de Oncologia indicam que cerca de 60% dos tumores podem ser curados, especialmente quando identificados precocemente. Nos casos em que a cura ainda não é possível, o câncer passou a ser manejado como uma doença crônica, controlável ao longo de anos, exigindo vigilância constante e estratégias de cuidado contínuo.

É nesse contexto que o monitoramento contínuo desponta como uma ferramenta no acompanhamento de pacientes crônicos. Segundo o médico responsável técnico da PróVida, Dr. Jonathan Leal Chelminski, esse modelo representa uma mudança estrutural na forma de cuidar. “O monitoramento contínuo é um processo sistemático e proativo, que acompanha o paciente ao longo do tempo. Não se trata apenas de reagir a crises, mas de identificar precocemente qualquer alteração clínica para ajustar condutas de maneira dinâmica”, explica.

Na PróVida, as principais linhas de atenção voltadas às patologias crônicas  já contam com soluções de monitoramento contínuo. A tecnologia permite coletar e analisar sinais vitais, exames, evolução de sintomas e adesão ao tratamento, garantindo um acompanhamento personalizado e mais preciso para cada paciente inserido nesses programas.

A principal transformação desse modelo está na ruptura com o sistema tradicional baseado exclusivamente em consultas periódicas. “A grande transformação é a transição de um modelo reativo (esperar a consulta para relatar um problema) para um modelo preventivo e dinâmico. Enquanto as consultas periódicas oferecem apenas um retrato momentâneo da saúde, o monitoramento contínuo oferece o quadro completo. Isso reduz a ansiedade do indivíduo”, destaca Chelminski. 

Na prática, o impacto é direto na prevenção de agravamentos. Oscilações persistentes em sinais vitais, falhas na adesão medicamentosa ou tendências de piora clínica podem ser identificadas antes que o paciente apresente sintomas mais severos. 

Além dos ganhos clínicos, o monitoramento contínuo fortalece a relação entre a equipe de saúde e o paciente. A confiança é ampliada pela combinação de empatia, conhecimento técnico e presença constante. A proximidade deixa de ser restrita ao consultório e passa a fazer parte da rotina, criando uma rede de apoio efetiva. Já a sensação de cuidado se traduz em um atendimento mais humanizado, no qual o paciente se sente valorizado e compreendido em suas necessidades físicas e emocionais.

O papel da educação também conta. Segundo o médico, a supervisão é uma ferramenta educativa. Ao compreender seus próprios dados e padrões de saúde, o paciente ganha autonomia e se torna protagonista do tratamento. “Tecnologia aliada ao fator humano — ao acolhimento e ao cuidado — é o que garante a sustentabilidade do sistema de saúde, reduz reinternações e promove um envelhecimento mais saudável”, conclui Chelminski.

Em um cenário de aumento das doenças crônicas e de pressão sobre os sistemas de saúde, o monitoramento contínuo se consolida como um caminho sem volta. Ele redefine o cuidado, transforma a experiência pessoal e reforça a ideia de que viver mais só faz sentido quando se vive melhor.

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Divulgação Grupo PróVida

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Fernanda Torres

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