Região Sul cresce 30% na Allianz em 2025 e lidera desempenho da seguradora no Brasil

RS, SC e PR superam média da companhia e do mercado, com corretores mais diversificados e atuação consultiva
Cleide Camilotto, diretora comercial regional Sul da Allianz.

 

O desempenho da região Sul chamou atenção dentro da operação da Allianz no Brasil em 2025. Com crescimento de cerca de 30% no período, a regional avançou acima da média nacional da companhia (que ficou na casa dos 20%) e também superou o ritmo do mercado.

O resultado foi destacado durante a campanha Alliadoz, evento que reuniu corretores de todo o país no Club Med Trancoso, na Bahia, e ajuda a dimensionar um movimento mais amplo dentro da seguradora: a aposta em operações regionais mais próximas e adaptadas à realidade local.

Na leitura da companhia, o avanço do Sul não está concentrado em um único fator. Ele combina características estruturais da região com ajustes recentes na forma de atuação da seguradora.

Hoje a gente trabalha muito com diversificação. Temos corretores que atuam em vários ramos ao mesmo tempo”, disse a diretora comercial regional Sul da Allianz, Cleide Camilotto.

Ao contrário de operações mais concentradas, o perfil predominante no Sul é de corretores que transitam por diferentes linhas, de seguros corporativos a produtos de vida e varejo. Esse modelo reduz a exposição a oscilações específicas de mercado e amplia o potencial de geração de negócios. “Na prática, cria uma operação mais distribuída e menos dependente de um único produto. Mas não é só isso. Outro ponto que diferencia a região é o papel assumido pelo corretor. Em vez de atuar apenas na venda, ele passa a funcionar como consultor, o que altera a dinâmica da relação com o cliente”, explicou Cleide.

Esse tipo de abordagem tende a gerar relações mais duradouras e maior retenção, fatores que ajudam a explicar o desempenho acima da média. “O corretor entende a necessidade e leva a solução adequada. Isso muda completamente o resultado”, acrescentou.

Do lado da Allianz, o avanço também está ligado a mudanças internas. A companhia vem adotando um modelo baseado em escuta mais ativa do corretor e adaptação de produtos e processos.

A lógica é simples: quanto mais aderente a operação estiver à realidade da ponta, maior a capacidade de conversão. “É uma construção conjunta. A gente ouve e volta para dentro de casa para ajustar”, disse a executiva.

O desempenho do Sul não aparece isolado. Ele dialoga com uma estratégia mais ampla da Allianz, que tem reforçado a atuação regional e a proximidade com corretores em diferentes partes do país.

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