Tecnologia amplia possibilidades, mas confiança seguirá no centro do mercado de seguros, afirma CEO da Azos

Rafael Cló defende que inteligência artificial, personalização e agilidade definirão o futuro do setor, sem perder de vista a proximidade com o cliente
Rafael Cló, CEO e cofundador da Azos.

 

A transformação digital tem remodelado o mercado de seguros, mas, na avaliação de Rafael Cló, cofundador e CEO da Azos, a tecnologia, por si só, não será suficiente para diferenciar as empresas nos próximos anos. Durante sua participação no Web Summit Rio 2026, o executivo destacou que o futuro do setor passa pela combinação entre inovação, proximidade com o cliente e capacidade de adaptação.

Ao abordar os desafios da nova geração de seguradoras, Cló afirmou que a inteligência artificial deixou de ser um diferencial competitivo e passou a representar um requisito básico para quem deseja permanecer relevante.

Investir em inteligência artificial hoje é apenas o custo de entrada. O verdadeiro desafio é entender como essa tecnologia vai transformar a sociedade, desde a forma como envelhecemos até a maneira como pensamos sobre o legado que deixamos para as próximas gerações.

Para o executivo, o maior potencial da IA está menos na automação e mais na possibilidade de construir soluções que atendam às necessidades reais das pessoas.

Outro ponto destacado foi a preservação da conexão humana em um ambiente tecnológico. Segundo Cló, muitas empresas perdem essa proximidade à medida que crescem, tornando seus processos excessivamente burocráticos.

O futuro depende da capacidade de unir tecnologia e autenticidade. As empresas precisam continuar próximas dos clientes e oferecer produtos cada vez mais personalizados.”

A agilidade também aparece como um fator decisivo na competitividade do setor. Na visão do CEO, o tamanho das organizações deixou de representar uma vantagem por si só.

“Ser grande já não é uma barreira contra a concorrência. As empresas que vão liderar esse movimento serão aquelas capazes de mudar rapidamente, sem ficarem presas a estruturas hierárquicas complexas.”

A própria trajetória da Azos reflete essa proposta. Em cinco anos de operação, a insurtech já captou mais de R$350 milhões em investimentos e protege cerca de R$120 bilhões em capital segurado no Brasil. O propósito da companhia permanece o mesmo desde sua criação: utilizar a tecnologia na simplificação da vida e tornar a proteção financeira acessível.

Nosso objetivo é usar a tecnologia para facilitar a vida das pessoas e tornar a proteção financeira algo mais simples, acessível e humano.”

Ao encerrar sua participação, Rafael Cló reforçou que o futuro do mercado segurador será construído pela combinação entre inovação tecnológica e talento humano. “No fim, não serão apenas os algoritmos que transformarão essa indústria, mas pessoas extraordinárias comprometidas em tornar o seguro mais próximo, compreensível e relevante para a vida das pessoas.

Assista a participação de Rafael Cló no Web Summit Rio 2026.

Crédito foto:

Divulgação Azos

Crédito texto:

Fernanda Torres

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