Cobertura em vida acompanha o cliente antes do pior cenário

Produto evolui para oferecer suporte financeiro e assistencial em momentos críticos da vida
Bernardo Ribeiro, cofundador da Azos.

 

O seguro de vida no Brasil começa a passar por uma mudança de abordagem. Tradicionalmente associado apenas à cobertura por morte, o produto evolui e incorpora a proteção em momentos anteriores, com foco em prevenção, diagnóstico precoce e apoio ao segurado.

Esse movimento inclui coberturas para doenças em estágio inicial, afastamentos temporários e invalidez parcial, ampliando a apólice na jornada do cliente. A proposta é oferecer suporte financeiro e assistencial antes de situações extremas, reduzindo impactos na renda e no bem-estar.

Para Bernardo Ribeiro, cofundador da Azos, essa transformação também passa pela forma como o produto é apresentado ao consumidor. “O seguro de vida não é uma compra espontânea. Ele exige um tempo de qualidade, uma conversa bem conduzida, para que a pessoa entenda os riscos e as consequências possíveis”, afirma.

Segundo ele, uma experiência mal conduzida pode afastar o cliente, mesmo quando há consciência sobre a importância da proteção. “Eu já tive contato com seguro de vida antes, mas a venda foi tão mal conduzida que me afastou. Não foi falta de interesse, foi falta de abordagem”, relata.

A percepção reforça o papel do corretor como peça-chave na distribuição do produto. Apesar do avanço digital, a venda consultiva ainda é predominante no segmento. “Em nenhum lugar do mundo o seguro de vida é majoritariamente vendido de forma direta. É um produto que precisa de explicação, de contexto”, diz Ribeiro.

 

Cobertura ampliada e nova lógica

Além da mudança na abordagem comercial, o setor também passa a rever o escopo das coberturas. A ideia é preencher lacunas históricas da cobertura, incluindo situações que antes não eram contempladas.

Um exemplo é a expansão da cobertura em episódios de invalidez parcial ou redução de mobilidade física. “Se uma pessoa perde a capacidade de andar, seja por amputação ou doença, ela pode receber 100% da indenização. Esse tipo de cobertura ainda é pouco comum no mercado”, explica.

A lógica, segundo Bernardo, é reorganizar o conceito tradicional do seguro. “O mercado sempre olhou a morte como o fim. Para nós, ela é parte do processo. Antes disso, existem diversas situações em que o cliente precisa de apoio”, afirma. Este formato de proteção financeira abrange desde afastamentos temporários decorrentes de enfermidades até quadros irreversíveis.

 

Apoio também no pós-sinistro

Outra frente que ganha relevância é o acompanhamento após o sinistro. O suporte deixa de ser apenas financeiro e passa a incluir assistência à família.

Hoje existe uma jornada estruturada para quem fica. Oferecemos orientação sobre o uso do recurso e apoio psicológico para a família do segurado”, destaca Ribeiro.

A mudança reflete uma visão ampla da garantia, que passa a atuar não apenas como indenização, mas como ferramenta de gestão de risco e cuidado.

A ampliação das coberturas e o foco na prevenção acompanham uma tendência internacional de reposicionamento do seguro de vida. Em um cenário de maior preocupação com saúde, longevidade e estabilidade financeira, o produto está mais presente no dia a dia das pessoas.

Confira a entrevista de Bernardo Riberio ao programa Seguro Sem Mistério.

Crédito foto:

Divulgação Azos

Crédito texto:

Fernanda Torres

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