“Hoje somos uma companhia que aposta em proximidade”, diz presidente da Allianz sobre novo momento no Brasil

Em Trancoso, durante encontro com corretores, Eduard Folch detalhou estratégia de crescimento baseada em escuta ativa, presença regional e reforço do papel do corretor

Em meio à programação da campanha Alliadoz, que reúne corretores de todo o país no sul da Bahia, a Allianz sinalizou uma mudança relevante na sua atuação no Brasil. Durante conversa com jornalistas especializados, o presidente da companhia no país, Eduard Folch, resumiu o momento da seguradora de forma direta: “Hoje, eu definiria a Allianz como uma companhia que aposta em proximidade.

A fala sintetiza um movimento que vem sendo construído nos últimos anos e que, agora, ganha contornos mais claros. Após um ciclo de crescimento, com crescimento registrado de 23% em 2025, a companhia passa a direcionar seus esforços para uma atuação mais distribuída no território nacional, com maior conexão com corretores e mercados regionais.

Segundo Folch, o principal vetor desse crescimento foi a capacidade da companhia de ouvir a ponta do negócio. “Realizamos mais de 150 iniciativas que transformaram a companhia e nos aproximaram do corretor. A gente escuta muito o que funciona e o que precisa ser ajustado”, afirmou.

Na prática, essa escuta se traduz em mudanças operacionais, revisão de produtos e ajustes na jornada do cliente. A companhia também passou a acompanhar de forma contínua indicadores de satisfação, com base em milhares de interações semanais.

A lógica, segundo o executivo, é simples: “decisões mais aderentes à realidade do corretor tendem a gerar mais confiança e, consequentemente, mais negócios”.

 

Nova fase da marca

O novo momento também se reflete na estratégia de marketing. Após mais de uma década vinculada ao Allianz Parque, a companhia decidiu encerrar o ciclo de naming rights da arena e reposicionar sua presença no país.

Sem tratar o movimento como ruptura, Folch o enquadra como uma evolução natural. “Queremos estar mais próximos da realidade das pessoas e dos corretores, em todo o Brasil”, disse.

A mudança vem acompanhada de um aumento de cerca de 33% na verba de marketing e de uma reorientação dos investimentos, com maior foco em iniciativas regionais e na participação dos próprios parceiros de negócios.

 

Brasil além dos grandes centros

A estratégia passa, necessariamente, pela leitura de um país heterogêneo, algo que, segundo o executivo, exige presença mais ativa fora dos grandes centros. “Somos uma empresa continental. Estamos em todo o Brasil. E isso exige uma atuação mais próxima, mais conectada com cada região”, afirmou.

Esse movimento já começa a aparecer na prática, com maior autonomia para lideranças regionais e incentivo a ações locais, muitas vezes construídas em conjunto com os corretores.

 

Tecnologia como suporte, não substituição

Ao olhar para frente, Folch reforça que o avanço tecnológico, especialmente com o uso de inteligência artificial, deve atuar como facilitador, e não como substituto da relação humana. “Esse continua sendo um negócio de pessoas para pessoas. A tecnologia ajuda a dar mais eficiência, mas o corretor segue sendo fundamental”, disse.

A aposta é em soluções que tornem a jornada mais ágil e personalizada, sem abrir mão da mediação humana, que é característica histórica do setor.

 

Um setor grande — e ainda pouco visível

Durante a conversa, o presidente também chamou atenção para o tamanho do mercado de seguros no Brasil, e para a falta de visibilidade do setor. “O seguro representa cerca de 6% do PIB e emprega centenas de milhares de pessoas. Ainda assim, é um setor pouco conhecido”, afirmou.

Nesse contexto, ele destacou o papel da mídia especializada na construção dessa percepção. “A informação bem feita ajuda a dar visibilidade a um setor que é essencial para a economia”, disse.

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