Maiores do RC encerra primeiro dia do Venda Seguro com pódio 100% feminino

Premiação reconheceu Laura Salomão, Karla Bernardino e Thalita Gomes pelo desempenho na comercialização; desafio valoriza também a contratação de limites mais elevados

O primeiro dia do Venda Seguro, realizado nesta quinta-feira (24), em Gramado (RS), terminou com o reconhecimento às profissionais que se destacaram no Maiores do RC, desafio promovido entre alunos da Venda Seguro para estimular a aplicação prática do conhecimento em seguros de Responsabilidade Civil.

A fundadora da Venda Seguro, Thabata Najdek, anunciou as três vencedoras da edição: Laura Salomão, em primeiro lugar; Thalita Gomes, na segunda colocação; e Karla Bernardino, em terceiro. Thalita não pôde estar presente no evento, enquanto Karla e Laura receberam o reconhecimento no palco e compartilharam experiências sobre a atuação no segmento.

Mais do que contabilizar o número de apólices comercializadas, o desafio adota critérios relacionados aos limites contratados. Quanto maior o limite de cobertura, maior a pontuação obtida pelo corretor. A proposta, segundo Thabata, é incentivar os profissionais a analisarem efetivamente a exposição de seus clientes, em vez de utilizarem limites reduzidos apenas como estratégia para baratear a contratação.

O desafio considerou seguros novos comercializados entre junho de 2025 e junho de 2026 em diferentes modalidades de RC, entre elas RC Profissional, RC Geral, D&O, Cyber e Ambiental. Renovações não entraram na pontuação, justamente para permitir que os participantes partissem de condições semelhantes.

 

Limites maiores exigem mudança de postura

Durante o bate-papo após a premiação, Laura Salomão contou que uma das principais mudanças em sua atuação foi deixar de pressupor quanto o cliente estaria disposto a investir na proteção.

“Eu não sei o dinheiro que a pessoa tem. A gente não é quem está comprando”, afirmou. Hoje, segundo ela, sua abordagem prioriza coberturas de R$ 500 mil, R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão.

Laura lembrou que muitos segurados chegam ao atendimento sem uma dimensão clara do custo de uma cobertura mais robusta. Em alguns casos, médicos chegam a imaginar que o prêmio apresentado é mensal quando, na realidade, corresponde ao valor anual. Para ela, cabe ao corretor demonstrar a relação entre o investimento e a exposição existente.

A profissional também destacou que trabalhar com limites mais adequados contribui para qualificar a própria carteira. O cliente deixa de contratar um seguro apenas para dizer que possui uma apólice e passa a buscar uma proteção compatível com os riscos aos quais está exposto.

 

Experiência com sinistros fortalece argumentação

Karla Bernardino também relatou que, no início, sentia insegurança ao apresentar coberturas mais elevadas, especialmente quando o cliente chegava ao atendimento tendo como referência propostas de R$ 100 mil.

A mudança veio à medida que passou a estruturar sua estratégia comercial e observar situações concretas enfrentadas pelos segurados.

“A gente entra muito com um argumento de sinistro na prática. Com o tempo, vai adquirindo muita experiência e vendo o que, de fato, pode acontecer”, explicou.

Casos envolvendo custos elevados de defesa e indenizações superiores aos limites contratados passaram a integrar essa conversa com o cliente. Para Karla, exemplos reais ajudam a demonstrar que a diferença entre uma cobertura aparentemente suficiente e uma proteção efetivamente adequada pode se tornar decisiva diante de uma reclamação.

A corretora também contou que passou a rever a própria apresentação das opções disponíveis. Se uma cobertura de R$ 100 mil não representa, em sua avaliação técnica, proteção suficiente para determinado risco, oferecer esse limite apenas como alternativa mais barata perde o sentido.

 

Mulheres no protagonismo do RC

Ao anunciar as vencedoras, Thabata também chamou atenção para um aspecto simbólico da edição: todo o pódio do Maiores do RC foi ocupado por mulheres.

Além do volume e da qualidade dos negócios conquistados, a fundadora destacou a capacidade de negociação das profissionais junto às seguradoras e o crescimento das carteiras especializadas em Responsabilidade Civil.

Para Thabata, o desempenho das vencedoras também ajuda a desconstruir a ideia de que formar uma carteira relevante no segmento necessariamente exige muitos anos de atuação. Com especialização, prospecção e conhecimento técnico, afirmou, corretores têm conseguido ampliar rapidamente sua presença no ramo.

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Jessica Martins

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Júlia Senna

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