Presidente da PROAUTO detalha impactos da LC 213/2025 e defende certificação obrigatória de consultores

Em entrevista ao canal Eproteção Oficial, o presidente Leandro Costa Ramos detalhou os efeitos da Lei Complementar 213/2025 sobre o setor e explicou por que a optou por um caminho próprio de adequação à nova regra

O presidente da PROAUTO, Leandro Costa Ramos, concedeu entrevista ao canal Eproteção Oficial e apresentou o caminho escolhido diante da Lei Complementar 213/2025, que reorganiza o setor de proteção veicular no Brasil. A PROAUTO decidiu constituir uma seguradora própria, movimento que depende de autorização do órgão regulador e que só produzirá efeitos após a conclusão desse processo. Até lá, segue operando integralmente no modelo de proteção patrimonial mutualista.

A nova legislação passou a exigir que as associações sejam administradas por empresas constituídas como sociedades anônimas, com capital mínimo elevado e diretoria própria, o que retira dos atuais dirigentes a gestão direta das operações. Na avaliação de Leandro, a exigência de capital e a restrição à participação de quem já atua no segmento tendem a concentrar o mercado e a reduzir de forma drástica o número de associações em atividade.

O ponto central da decisão da PROAUTO foi a preservação do controle sobre a análise de eventos e sobre o reparo dos veículos, etapas que definem a experiência do associado e o prazo de pagamento.

Para mim não faz sentido nenhum terceirizar a autonomia sobre a análise dos eventos e sobre o reparo do veículo do associado. Isso é inegociável“, afirmou o presidente durante a entrevista.

A escolha se apoia em uma estrutura construída ao longo dos últimos anos. Desde 2019, a PROAUTO opera com sistema próprio de gestão e com fornecimento próprio de peças, modelo que aproximou a associação dos padrões operacionais do mercado tradicional e resultou em um dos menores prazos de pagamento do segmento, de até 30 dias e à vista.

Implantamos um sistema próprio em 2019, passamos a fornecer as nossas próprias peças e passamos a pagar no menor prazo do mercado. Hoje a PROAUTO se posiciona como uma boa pagadora, que paga rápido e que faz reparo com qualidade“, disse Leandro.

Durante a conversa, o presidente também tratou da governança da instituição, tema recorrente no debate público sobre o setor. Com 18 anos de operação sob o mesmo CNPJ, a PROAUTO mantém sede própria em Belo Horizonte e estrutura administrativa em Campinas, e já destinou R$ 2 bilhões a indenizações e reparos, com mais de 100 mil eventos resolvidos.

A PROAUTO tem patrimônio, tem prédio, e nada disso está no meu nome, no da Letícia ou no de qualquer diretor. É tudo da instituição“, declarou.

Outro tema abordado foi a relação com a rede comercial. Desde 2018, a PROAUTO não exige exclusividade contratual de seus consultores e sustenta a retenção da rede em três pilares: cumprimento do prazo de pagamento ao associado, remuneração competitiva e relacionamento próximo. A associação mantém critérios objetivos de desligamento de parceiros, entre eles qualquer envolvimento com fraude.

Leandro defendeu ainda a regulamentação profissional dos consultores de proteção veicular, com certificação e responsabilidade civil definida, nos moldes do que já ocorre com corretores de seguros. Segundo ele, a qualificação da ponta é o que separa o setor das práticas que produziram desconfiança no consumidor. Nessa direção, a PROAUTO firmou parceria com a Escola de Negócios e Seguros (ENS) para certificar sua rede de mais de 4 mil consultores cadastrados no país.

A entrevista completa está disponível no canal Eproteção Oficial, no YouTube.

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