Seguro precisa acompanhar mudanças da sociedade para ampliar proteção para famílias, PMEs e residências

Segundo painel do 3º Fórum IRB(P&D) reúne representantes da CNseg, do Ministério da Fazenda e da IRB(Seg) Vida para discutir os desafios da indústria de seguros

Como ampliar a proteção para famílias, pequenas e médias empresas e residências diante das transformações da sociedade brasileira? Essa foi a questão central do segundo painel do 3º Fórum IRB(P&D), realizado nesta quarta-feira (26), no Maravalley, no Rio de Janeiro. O debate reuniu representantes do setor de seguros e do governo para discutir caminhos para tornar a proteção securitária mais acessível e adequada às novas necessidades da população.

Com o tema “Desafios da indústria de seguros: proteção para famílias, PMEs e residências”, o painel contou com a participação de Nuno David, diretor-presidente da IRB(Seg) Vida; Luisa Terra, coordenadora da Secretaria de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda; e Cláudia Prates, diretora de Sustentabilidade da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). O painel foi mediado por Otávio Damaso, membro do Conselho de Administração do IRB(Re).

Ao colocar famílias, pequenas e médias empresas e residências no centro da discussão, o painel ampliou o olhar sobre o papel do seguro como instrumento de proteção financeira. Para além da cobertura de grandes riscos, o desafio passa pela criação de soluções que possam alcançar um número maior de pessoas e empresas. Nesse contexto, inovação e regulação aparecem como elementos importantes para ampliar o acesso e estimular o desenvolvimento de produtos mais adequados às diferentes realidades do país. “Não existe nenhum país em que a troca de consumo por seguros tenha sido feita espontaneamente”, afirmou Nuno David, que defende que os jovens precisam ser incentivados desde cedo a poupar e adotar a cultura de seguros, como é comum em muitos países.

Para Luisa Terra, compreender as mudanças demográficas é uma etapa fundamental para definir os rumos da proteção securitária no Brasil. Segundo ela, a expansão do seguro depende da combinação entre inovação, modernização regulatória e políticas públicas voltadas à inclusão e à construção de confiança. “Os seguros tradicionais não viram digitais só porque entraram na internet. É preciso pensar em produtos digitais ligados à tecnologia. O desafio é a tecnologia. E a solução passa pela tecnologia”, disse Luísa, referindo-se a aplicativos e outras inovações que podem avisar sobre catástrofes ou informações sobre a saúde do seu usuário, como os que medem pressão arterial.

Cláudia Prates, representante da CNseg, defende a premissa de que há seguros para todos os bolsos e que o setor precisa entrar na “lógica de emergência” com relação à crise climática e criar soluções capazes de atender às diferentes realidades da população. “O mercado de seguros deve começar a oferecer serviços acessórios, para o cliente de baixa renda entender que não se usa o seguro só no sinistro. Ele também é usado para serviços [que podem ser utilizados quando for necessário]”, disse a diretora.

Os painelistas também reforçaram a importância da confiança como elemento fundamental para a expansão do mercado, assim como a necessidade de tornar os seguros cada vez mais compreensíveis, acessíveis e alinhados às necessidades dos consumidores. O 3º Fórum IRB(P&D) contou com o apoio da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e do Instituto IRB.

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