Erika Medici reforça importância da empatia e da escuta nas empresas

CEO da AXA no Brasil participou de podcast ao vivo no Cubo Itaú e falou sobre simplificação, cultura organizacional e ocupação de espaços no mercado corporativo

O Thunder Summit, realizado nesta quinta-feira (21), no Cubo Itaú, em São Paulo, abriu espaço para uma conversa mais próxima e dinâmica após o coffee break. Em formato de podcast ao vivo, a jornalista Júlia Senna conduziu a entrevista com Erika Medici, CEO da AXA no Brasil, com mediação de Alexandre Federman.

Ao longo da conversa, Erika trouxe reflexões sobre comunicação, liderança, cultura corporativa e equidade de gênero em um mercado cada vez mais pressionado por velocidade, transformação e adaptação.

 

Simplificação virou habilidade estratégica

Durante a entrevista, Erika destacou que uma das competências mais importantes das lideranças atuais está na capacidade de tornar assuntos complexos mais acessíveis. “Transformar assuntos complexos em assuntos simples, dependendo do público, é muito importante. Uma conversa só é bem-sucedida se as pessoas realmente entenderem o que foi discutido”, afirmou.

A executiva também relembrou o início da sua trajetória como CEO da AXA no Brasil, marcado pelo período da pandemia.

Eu fui promovida um mês antes do lockdown da Covid. Aquilo deixou muito claro que comunicação transparente e próxima eram fundamentais para manter o time engajado”, disse.

Segundo ela, o período acelerou a construção de uma cultura baseada em cuidado, empatia e participação ativa dos colaboradores.

A gente construiu uma cultura de cuidar e desafiar. Cuidar do colaborador, mas também criar espaço para que ele questione, proponha soluções e participe dos resultados.

 

Liderança feminina e ocupação de espaços

A conversa também abordou os desafios da presença feminina em posições de liderança no mercado corporativo.

Erika incentivou mulheres a assumirem protagonismo em suas trajetórias profissionais.

Não esperem ser chamadas para o jogo. Digam que querem jogar”, afirmou.

Questionada sobre momentos em que precisou provar por ser mulher, respondeu de forma direta:

Desde muito cedo eu defini para mim que ninguém define o meu espaço. Ninguém define onde eu pertenço ou não pertenço.

A executiva ainda completou:

Se não existe um lugar na mesa, não force sua presença. Mas, se você estiver lá, não deixe ninguém questionar que aquele lugar é seu.

Ao longo da participação, a executiva reforçou que transformação corporativa passa menos por discursos prontos e mais pela capacidade de construir ambientes transparentes, humanos e conectados às pessoas.

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Felipe Lopes Batista

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Fernanda Torres

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