A REP Seguros Corporativos participou pela 12ª vez do RIMS RiskWorld, principal evento global de gestão de riscos, realizado no dia 5, na Filadélfia (EUA). Desta vez, a empresa levou ao palco internacional um estudo de caso sobre as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, consideradas o maior desastre natural da história do Brasil.
A apresentação trouxe um dado que chama atenção: mais de 90% das empresas afetadas não tinham seguro adequado para enfrentar o impacto do evento.
Para Bruno Cervi, CEO da REP, a participação no evento vai além da presença institucional. “Estar no RIMS é uma forma de acompanhar as principais discussões globais, trocar experiências com mercados mais maduros e também levar a perspectiva brasileira sobre desafios que hoje são globais”, afirma.
Desastre expôs fragilidades
Ao apresentar o case, a empresa destacou que o desastre não criou vulnerabilidades, mas evidenciou falhas já existentes na estrutura das companhias.
Entre os pontos identificados estão valores segurados desatualizados, ausência de cobertura específica para alagamentos, limites insuficientes de lucros cessantes e falta de planos estruturados na continuidade dos negócios.
“Em muitos casos, as empresas acreditavam estar protegidas, mas, diante de um evento de grande magnitude, perceberam que as coberturas não eram suficientes para garantir a continuidade da operação”, explica Cervi. O estudo também aponta lacunas na compreensão das apólices, baixa integração entre áreas internas e falta de mapeamento de perigos operacionais, logísticos e geográficos.
Distância entre percepção e proteção real
O dado de que mais de 90% das empresas não estavam adequadamente seguradas revela, segundo a REP, uma questão estrutural no mercado brasileiro.
“Existe uma distância grande entre a percepção de proteção e a proteção real. O seguro ainda é tratado muitas vezes como uma obrigação ou uma decisão baseada em preço, e não como parte de uma estratégia de gestão de riscos”, afirma o executivo.
Esse cenário contrasta com mercados mais maduros, como o norte-americano, onde a gestão de riscos está mais integrada à estratégia corporativa e às decisões da alta liderança.
Da eficiência à resiliência
Outro ponto central da discussão foi a necessidade de evolução do modelo operacional das empresas. Durante anos, a busca por eficiência levou à redução de estoques, concentração de fornecedores e estruturas enxutas — fatores que, em situações extremas, aumentam a vulnerabilidade.
Nesse contexto, a REP defende o conceito de “design da resiliência”.
“Não se trata apenas de ser eficiente, mas de estar preparado para resistir, responder e se recuperar. Isso envolve desde a contratação adequada de seguros até a criação de planos de continuidade e a diversificação de riscos operacionais”, explica Cervi.
Na prática, isso inclui revisão periódica de valores segurados, análise técnica de exposição, simulação de cenários de crise e integração entre áreas como financeiro, jurídico, operação e seguros.
Recurso de perenidade institucional
Durante a apresentação, uma das mensagens centrais foi direta: o seguro pode ser a diferença entre a interrupção e a continuidade de um negócio.
Com o aumento da frequência e da intensidade de eventos climáticos extremos, o papel do seguro tende a se tornar estratégico nos próximos anos.
“O seguro precisa deixar de ser visto apenas como indenização e passar a ser entendido como uma ferramenta de continuidade. A apólice correta pode definir se uma empresa consegue ou não retomar suas atividades após uma crise”, afirma o CEO.
Segundo ele, essa evolução também depende de mudanças no próprio mercado, com maior uso de dados, modelagem de riscos, engenharia e desenvolvimento de soluções personalizadas.
Um alerta que vai além do Brasil
A participação da REP no RIMS reforça que os desafios enfrentados no Brasil não são isolados, mas fazem parte de uma agenda global.
“O caso do Rio Grande do Sul deixou um aprendizado muito claro: empresas resilientes não são aquelas que nunca enfrentam crises, mas aquelas que se prepararam antes delas acontecerem. A missão da REP é justamente ajudar a proteger aquilo que garante sua continuidade: seus ativos, suas pessoas, sua operação e sua capacidade de seguir em frente mesmo diante dos cenários difíceis”, conclui Cervi.
O caso do Rio Grande do Sul, levado a um dos principais fóruns globais do setor, demonstra a necessidade de evolução na gestão de riscos no país. O desafio agora é avançar de uma postura reativa para modelos mais preventivos, baseados em dados, análise técnica e planejamento de longo prazo.
Crédito foto:
Crédito texto:
Publicado por:
Desde 1999, nos dedicamos a disseminar informação segura, inteligente e de alta qualidade para o mercado de seguros. Nossa missão é ser a voz e a imagem de um setor essencial, que desempenha um papel crucial na proteção e no planejamento das vidas das pessoas.
Com compromisso e credibilidade, trabalhamos para conectar profissionais, empresas e consumidores, promovendo uma compreensão mais ampla e acessível sobre a importância dos seguros. Nosso objetivo é não apenas informar, mas também inspirar e fortalecer a confiança em um mercado que impacta diretamente a segurança e o bem-estar da sociedade.
JRS.Digital
CNPJ – 41769103000106
Endereço:
Av. Diário de Notícias, 200 – 1.406
Cristal, Porto Alegre (RS)
CEP: 90810-080
Telefone:
(51) 98140-0475 | (51) 99314-9970
Conteúdo e pauta:
redacao@jrscomunicacao.com.br
Comercial:
julia@jrscomunicacao.com.br
Desenvolvido por B36 Marketing | Todos os Direitos reservados JRS.DIGITAL