Mais tecnologia, mais gente: Porto reforça atendimento aos corretores com 111 novos gerentes

Durante o Congresso, Emerson Valentim apresentou estratégia que combina digitalização, presença regional e capacitação para ampliar os negócios das corretoras

Digitalizar processos não significa reduzir o contato humano. Pelo contrário: na estratégia comercial da Porto, a tecnologia deve liberar tempo e criar condições para que a companhia esteja ainda mais próxima dos corretores.

Essa combinação entre eficiência digital e presença regional foi apresentada por Emerson Valentim, diretor Comercial da Porto, em entrevista à jornalista Júlia Senna, editora-chefe do JRS, durante o 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, realizado no Rio de Janeiro.

Enquanto a companhia reformula sistemas e automatiza etapas da jornada, também amplia sua estrutura de atendimento. Nos últimos 18 meses, a Porto incorporou 111 novos gerentes comerciais às suas sucursais.

“A gente está trabalhando bastante na digitalização do corretor e na melhoria dos processos. Mas um ponto muito importante dessa estratégia é o aumento do número de pessoas para atendê-lo”, explicou Valentim.

Mais capilaridade para atender diferentes mercados

O reforço da equipe comercial tem como objetivo reduzir o número de corretores atendidos por cada gerente e aumentar a capacidade de acompanhamento das oportunidades presentes nas carteiras.

Com uma estrutura mais capilarizada, a Porto pretende oferecer um suporte próximo e adaptado às características de cada região. A estratégia é aplicada nas cinco regionais da companhia, respeitando as particularidades dos mercados locais.

O Rio Grande do Sul, por exemplo, possui demandas, perfis de clientes e oportunidades diferentes de outras partes do país. Para Valentim, compreender essas diferenças permite trabalhar de forma mais direcionada e conectar cada necessidade à solução adequada.

“Conseguimos atuar sobre as oportunidades de uma forma regionalizada, respeitando a maneira como cada corretor trabalha e buscando o produto certo para o cliente certo”, destacou.

Essa atuação também ajuda o profissional a não concentrar sua produção em apenas uma modalidade. Ao analisar a carteira de maneira mais estruturada, o gerente comercial pode identificar clientes com potencial para contratar novas proteções e apoiar o corretor na diversificação dos negócios.

Gestão de oportunidades começa dentro da carteira

Na avaliação do executivo, uma das principais frentes de crescimento está na própria base de clientes das corretoras. Muitas vezes, o profissional já possui relacionamento e confiança, mas ainda não explorou todas as necessidades de proteção existentes.

O trabalho de gestão de oportunidades busca organizar essas informações e transformar o conhecimento sobre o cliente em novas conversas comerciais.

Mais do que simplesmente oferecer produtos adicionais, a proposta é identificar riscos, momentos de vida e necessidades que façam sentido para cada consumidor. Dessa maneira, a diversificação deixa de ser uma venda isolada e passa a fazer parte da estratégia de relacionamento da corretora.

Porto Academia capacita toda a equipe

Para apoiar os parceiros nesse processo, a companhia mantém a Porto Academia, plataforma de capacitação que reúne conteúdos sobre produtos, abordagens comerciais e modelos de negócio.

A iniciativa não é direcionada somente aos proprietários das corretoras. Os cursos podem ser acessados pelos colaboradores, permitindo que todo o time desenvolva conhecimento técnico e comercial.

“A Porto Academia não é apenas para o dono da corretora. Ela possui abrangência para toda a equipe”, pontuou Valentim.

A jornada de capacitação vem sendo automatizada e ampliada com vídeos e diferentes formatos de conteúdo. Entre as iniciativas está o programa Corretor Influenciador, voltado ao desenvolvimento da comunicação e ao posicionamento do profissional como autoridade em seu mercado.

A proposta parte de uma realidade cada vez mais evidente: o consumidor pesquisa, compara e acompanha conteúdos antes de tomar decisões. Nesse ambiente, o corretor que comunica conhecimento de forma consistente tende a ganhar relevância e fortalecer a confiança junto ao público.

Tecnologia como ferramenta, não como substituição

A estratégia apresentada por Emerson Valentim mostra que a Porto não enxerga digitalização e relacionamento como caminhos opostos. A automação ajuda a simplificar processos, enquanto a ampliação da equipe comercial mantém o suporte humano próximo das corretoras.

Ao reunir tecnologia, presença regional, gestão de oportunidades e capacitação, a companhia busca oferecer condições para que o corretor amplie sua carteira e tenha maior domínio sobre o próprio negócio.

No fim das contas, o ganho de eficiência só se transforma em resultado quando chega à ponta. E, para a Porto, essa conexão continua passando pelas pessoas.

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Filipe Tedesco

Crédito texto:

Bruno Carvalho

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Helena Toniolo